• Carol Neris

A primeira, a segunda e a terceira cantora do Brasil


“Eu sinto tudo na ferida viva do meu coração...”


Quando li a última página da biografia Furacão Elis essa frase cantada na voz de Elis foi a primeira coisa que me veio à mente. Acho que Elis era isso, uma ferida aberta num coração pulsando. Ao menos foi a conclusão que eu cheguei. Acredito que Regina Echeverria conseguiu bem captar a essência de Elis nesse livro.


É uma biografia de jornalista. Percebe-se o processo de apuração, as inúmeras fontes consultadas, os longos relatos anexados ao enredo, as cartas e falas de Elis. A autora, que era uma das poucas jornalistas a ter acesso a Elis, traça um perfil da artista com assertivas nuances da menina, filha e mãe. Os altos e baixos. O talento gigantesco e a insegurança assustadora. A narrativa conduz bem nesse furacão que foi Elis. Em alguns momentos da leitura me espantava com as atitudes dela e em seguida me enternecia.


Foi uma leitura que mexeu comigo e provocou várias sensações: espanto, alegria, tristeza. Quando terminei fiquei um tempo em silêncio digerindo. Me deu tristeza. Primeiro, por não ter visto Elis cantar. Quando nasci ela já havia partido.

Senti por não ter acompanhado uma artista da magnitude dela. Em vários momentos parei para buscar seus vídeos no youtube e olhar com atenção os detalhes trazidos no livro. Tristeza também pelo fim da vida dela. Mas ao mesmo tempo contente por poder conhecer mais dessa vida meteórica. Acredito que esse é poder de uma biografia: eternizar vidas ou ao menos interpretações dessas vidas.


Bora ouvir Elis?







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