• Carol Neris

Relatos do mundo - As histórias que nos salvam





Um tipógrafo que é chamado pra guerra, tem que largar tudo e vê o seu jornal acabar. Quando a guerra termina o que lhe resta da antiga profissão? Já não tem mais o jornal, então viaja de cidade em cidade para ler "as notícias do mundo". A cada paradeiro conta as notícias e histórias.


Em sua caminhada cruza com uma menina órfã e assume a missão de levá-la de volta pra casa. Mas que casa? A menina fora sequestrada por índios ainda pequena. Sua primeira família foi morta e a família indígena também.


O pano de fundo é um país ainda abalado pelas guerras, extremamente divido, perigoso, instável, preconceituoso. E os dois protagonistas são duas almas quebradas a procura de um lar que já não existe mais e nessa jornada - enfrentando perigos e contando histórias - vão descobrir a que lugar pertencem.


O filme tem muitas questões para refletir. Aqui eu destaco apenas a das histórias que são a paixão do capitão e se torna também a da menina. O jornalismo é isso, vivemos repetindo, a arte de contar de histórias. E em dado momento do filme nós entendemos a grandiosidade que as histórias tem. Elas trazem informações, esperança e na fala do capitão "alternativa". Poder ouvir diferentes histórias e versões dos fatos é um privilégio.

Contar histórias é um poder.


Às vezes, quando a nossa própria história sai dos rumos, tem finais inesperados e mais dores do gostaríamos o que nos resta é criar uma nova narrativa. E é isso que os protagonistas fazem. Eles se refazem contando a história de lugar em lugar e entendem que 'lar" não é um lugar. É um sentimento. Essa é história!


Disponível na Netflix!



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